sexta-feira, 11 de novembro de 2011

"Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como meio dia. O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam. O teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável", Isaías 58:6-12.

Aprendi de forma bem superficial como jejuar no início da minha conversão. Sabia apenas que deveria tirar algum alimento por um certo período; deveria evitar ao máximo ficar nervosa, irada ou falar qualquer palavra  torpe, e quando terminasse esse período, deveria orar ao Senhor Deus, entregando esse jejum. E você, como aprendeu?

Hoje, depois de aproximadamente cinco anos de conversão, aprendi realmente a jejuar. Vejo com isso como a misericórdia do Senhor, de fato, excede nosso entendimento. O Senhor, em todo seu amor e graça, recebeu desde o princípio cada jejum que fiz, e não tenho dúvidas quanto a isso. Por várias vezes acabava quebrando o jejum, por distração na maioria delas! E novamente iniciava o jejum! Mas hoje quando me deparei com esse texto acima citado, meus olhos se abriram mais. Me pergunto por que ele não é citado para os novos convertidos... Bem, se o é, não foi o caso das igrejas por onde passei. 

Vejo muitas vezes vários cristãos anunciando pra Deus e o mundo que estão em jejum, em consagração. E sempre me lembro do livro de Daniel, de suas orações e momentos de intimidade com o Pai, os quais não eram anunciados aos quatro cantos do mundo. Me lembro de Jesus, indo ao deserto, ao jardim, para ter também momentos de intimidade com o Pai e, mais uma vez, não o vejo anunciando isso para Deus e todo mundo. Momento de intimidade com o Pai... Intimidade. 

Aí, me pergunto! De que adianta guardar jejum se não guarda a língua? De que adianta se abster de alimentos ou seja lá do que for, se vive com o dedo pronto a ser apontado para o próximo? De que adianta abrir a boca até no canto pra dizer que tá no jejum de Daniel, de Ester, de sei lá o que, se não sabe nem mesmo o que se envergonhar pelos próprios pecados e andar em amor?

"[...]como povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus, dizendo: Por que jejuamos nós, e Tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e Tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto. Seria este o jejum que escolhi, que o homem aflija a sua alma, incline sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao SENHOR?", Isaías 58:2-5.

Precisa dizer mais?

Que o amor, graça, misericórdia e entendimento que procedem do Pai no Filho e no Espírito de Deus, sejam sobre sua vida. Em nome de Jesus, amém.

1 comentários:

Prª Silvana CASADA PARA SEMPRE disse...

Que benção Giiiiiii, amei, profunda essa palavra.
Bjs

12 de novembro de 2011 18:37

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Que a graça, o amor, a mansidão e as misericórdias do Senhor sejam sobre sua vida!

 

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