terça-feira, 15 de novembro de 2011

Vaidade de vaidade...


"[...] Porque a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado", Mateus 12:34-37.

O homem tem uma forte tendência a dizer tudo aquilo que lhe vem a boca sem, antes, filtrar em sua mente. Palavras, assim como pedras, depois de atiradas não tornam mais. Estragos desmedidos têm sido causados diariamente pelo mundo afora, dentro das casas, das famílias, das igrejas devido ao descontrole no falar. 

Me parece que temos vivido pela lei da ofensa! Ganha quem ofende mais e de forma mais cortante. Ganha? Sabe o que, pra mim, é pior? Quando o cargo ou ministério são usados para justificar a(s) ofensa(s). Frases como, "Sou ungido de Deus! Não posso ser tocado!"; "Ai! Ai! Daquele que tocar no meu ministério! Sou menina dos olho de Deus!", e outras no mesmo sentido são liberadas por todos os cantos. 

Ser ungido de Deus não nos dá o direito de atropelar seja quem for. Querem um exemplo bíblico que confirme estas palavras? Vamos a Davi e Saul. Ambos eram ungidos, porém, havia entre eles uma grande diferença! Temor e obediência ao Senhor. Mesmo sendo perseguido e jurado de morte, Davi jamais ousou tocar em Saul ou proferir qualquer palavra contra sua pessoa. Davi não era perfeito, mas foi um homem segundo o coração de Deus. Segundo o coração de Deus porque ouvia, temia, obedecia, amava. Errou? Sim, Davi cometeu erros. Mas a humildade em se humilhar ao Senhor e reconhecer seus erros era um de seus atributos que o fizeram um homem segundo o coração de Deus. (Leia 1 Samuel)

Então, amados em Cristo, que direito temos nós de proferir palavras que entristecem o coração de Deus contra quem quer que seja? Nosso amado Senhor Jesus nos ensina a orar por nossos inimigos. Orar pelos inimigos é abençoá-los, profetizar libertação sobre suas vidas. 

Salomão, no livro de Eclesiastes, nos alerta sobre as vaidades. Vaidade de vaidade... Cuida para que teus pés e teu coração não se levantem, saiam do rio da graça de Deus e se lancem no rio das vaidades.


1 comentários:

Elaine Cândida disse...

Difícil, mas por trás de tantas "unções" que existem por aí, os "vasos" andam tão transbordantes, que tá impossível de conter a lambança da religiosidade e da altivez no mundo.

Se no meio dessas unções estivesse a unção do Santo (2João 2:20,27), certamente eles teriam humildade e decência em todo o seu modo de viver.

Oremos por isso.

Elaine Cândida

16 de novembro de 2011 20:09

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Que a graça, o amor, a mansidão e as misericórdias do Senhor sejam sobre sua vida!

 

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